Professora opina

Em resposta ao post  do dia 10.11.11, (reveja no endereço: https://emillejornalismo.wordpress.com/2011/11/10/estudante-de-colegio-publico-opina/) a formanda e professora Pollyana Souza Cerqueira, opinou. Leia abaixo o que ele diz a respeito do ensino público:

“Estar na sala de aula para um professor com toda certeza é o seu maior desafio e a sua maior satisfação, quando ele faz com um querer inerente às suas necessidades.

Praticar a docência não é para todos, e ingressar em uma instituição de nível superior diretamente focado nos cursos de licenciatura requer muita paciência e perseverança. Ao longo do curso o estágio de formação é indispensável para a confirmação do discente em ter feito a escolha correta. Assim, quando eu entrei em sala para fazer o meu estágio supervisionado em um escola pública da cidade de Feira de Santana (BA), em uma turma de 7 série, perguntei-me várias vezes se realmente teria eu feito a escolha certa, pois hoje, diferente dos tempos em que eu era a educanda, os alunos não respeitam mais a classe professor. Não possuem mais o dever de encarar o educador como alguém importante em seu crescimento dentro e fora da escola.

Estar imbuída em situações de descaso, onde alunos utilizavam diante da minha presença em sala palavras de conteúdo chulo, expressões com conotação apelativa e sexual, discussões e brigas que sem a minha interferência acabariam em agressão, entre muitas outras situações em que estive inserida me fizeram perceber do ambiente escolar, que ele tenta no início se preparar para receber estes alunos, ou seja, a estrutura e todo tipo de material didático oferecido no início do ano letivo tem uma grande qualidade, mas além do patrimônio público ser destruído, os professores que passam o ano inteiro inseridos naquela temática também saem a cada dia mais desiludidos com o percurso que toma a nossa educação.

Pude inferir assim, impressões que levarei em minha pouca bagagem e experiência: a escola hoje necessita urgente realizar políticas de intervenção indo a priori às famílias desses alunos, pois a educação principal vem de casa, para que no ambiente escolar ela seja aprimorada. Se isto não ocorre todos acabam desiludidos com os nossos estudantes, que continuam mantendo suas más condutas no ambiente escolar.

Também é necessário o comprometimento dos professores que muitas vezes já entram na escola com a certeza de não consegue ensinar e colocam a maior parte da culpa nos alunos. O professor tem o dever de estimular o seu educando e não desestimulá-lo ao aprendizado. E uma certeza existe: é a educação que enobrece o ser humano.”

Como foi visto acima, o problema muitas vezes não está no professor e nem no aluno, mas sim na educação que não vem de casa. A escola e a família é uma ponte que deve estar sempre conectada, pois só assim os alunos realmente serão educados.

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Falta acessibilidade !!

      Mesmo após passar por adequações nas eleições do ano passado, por serem colégios eleitorais, escolas na Bahia continuam inaptas a receber pessoas com dificuldade de locomoção. Um estudo ainda inédito realizado por ONGs em dez escolas municipais de Salvador, no ano passado, mostra que nenhuma das unidades está plenamente adequada.

      É o caso da Escola municipal Novo Horizonte, em Sussuarana, periferia de Salvador, em obras desde junho de 2009. A inclinação das rampas de acesso construídas é tão acentuada que inviabiliza o próprio conceito de acessibilidade, segundo o cadeirante Wilson Cruz, 38 anos, que participou do estudo:

     – Infelizmente, sempre fazem pela metade. O poder público se omite no que deveria proporcionar e isso leva as crianças a não frequentarem o local.

    Foram encontrados sanitários adaptados que não cumprem as normas técnicas ou são usados como depósitos de material, bebedouros, balcões e telefones públicos em altura inadequada. Na Bahia, cerca de 200 mil pessoas com deficiência, em todas as idades, nunca foram à escola. (Texto extraído do site: http://oglobo.globo.com/politica/na-bahia-escolas-tambem-nao-cumprem-normas-tecnicas-de-acessibilidade-2793141)

     É vergonhoso para uma cidade tão grande como Salvador não ter escolas com estrutura que beneficiem a todos. Essa situação tem que mudar o mais rápido possível, pois todos os alunos têm o direito de ir pra escola estudar.

Violência na Escola

    Durante uma briga na terça-feira (22), na Escola Municipal Julieta Frutuoso de Araújo, no distrito de Tiquaraçu, zona rural de Feira de Santana, a 100 km de Salvador dois estudantes foram detidos sob suspeita de ameaça e porte de arma branca.  Eles foram ouvidos no Complexo Policial da cidade e liberados em seguida, mas devem responder por crime de ameaça.

     A Guarda Municipal relata que a briga foi iniciada em uma festa ocorrida no sábado (19) à noite, motivada por ciúmes da namorada de um dos jovens. Nesta festa os agentes acionados para conter a discussão foram recebidos a tiros disparados por um rapaz a bordo de uma moto. Ele e mais dois seriam, segundo a polícia, cúmplices de um dos jovens envolvidos na briga. Houve confronto e os três conseguiram fugir.

    Na escola os guardas apreenderam um canivete, que teria sido usado para a ameaça, um facão, além de oito armas brancas, que são objetos cortantes ou perfurantes.

    Hoje em dia está comum acontecer casos semelhantes a este em escolas aqui da Bahia. O problema da violência começa da educação que falta em casa e que os jovens vão buscar na rua. As escolas não conseguem fornecer esta educação, pois desde o princípio, ela foi criada para fazer uma ponte com o lar dos estudantes. Além disso, o ensino também não é essas maravilhas todas. Muitas escolas deixam de lado ensinar certas coisas, pois acham que se os estudantes não aprenderam em casa, não aprenderão mais. Isso precisa ser mudado! 

Avaliação do Enade reprova 40 instituições na Bahia

      Na quinta-feira (17-11-11) o Inep ( Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) divulgou que mais de 40 instituições de ensino superior da Bahia foram reprovadas na avaliação do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes ) realizado em 2010, sendo que todas estas instituições de ensino são privadas.

      A análise levou em consideração pontos como:

 * Condições de ensino;

 * Instalações físicas;

 * Projeto pedagógico, dentre outros.

      A  pontuação deve ser entre 1 e 5. A média considerada regular é 3. Abaixo disso o ensino é considerado ruim. Na Bahia, todas as unidades de ensino superior reprovadas tiveram nota 2.  Em todo o estado, nenhuma instituição alcançou a pontuação  5. A UFBA (Universidade Federal da Bahia) e a UFRB (Universidade Federal do Recôncavo Baiano) obtiveram nota 4. A Uesc (Universidade Federal da Santa Cruz), a Uneb (Universidade do Estado da Bahia), a UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana) e a Uesb (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia) obtiveram nota 3.

     Veja abaixo as instituições que foram reprovadas:

 -Faculdade São Camilo
-Centro Universitário da Bahia
-Instituto de Educação Superior Unyahna de Salvador
-Instituto de Educação Superior Unyahna de Barreiras
-Faculdade Metropolitana de Camaçari
-Faculdade Adventista de Fisioterapia
-Faculdade de Tecnologia e Ciências de Vitória da Conquista
-Faculdade Castro Alves
-Área1 – Faculdade de Ciência e Tecnologia
-Faculdade Santíssimo Sacramento
-Faculdade de Tecnologia e Ciências
-Faculdade Unime de Ciências Jurídicas
-Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas
-Faculdade do Sul da Bahia
-Faculdade Nobre de Feira de Santana
-Faculdade Independente do Nordeste
-Faculdade de Artes, Ciências e Tecnologias
-Instituto Superior de Educação do Sul da Bahia
-Faculdade Integrada Euclides Fernandes
-Escola de Negócios do Estado da Bahia – Eneb
-Faculdade Santo Agostinho
-Faculdade Evangélica de Salvador
-Faculdade Regional da Bahia
-Instituto Baiano de Ensino Superior
-Faculdade do Descobrimento
-Faculdade Cidade do Salvador
-Faculdade Pitágoras de Teixeira de Freitas
-Instituto Salvador de Ensino e Cultura
-Instituto de Educação Superior Unyahna Luis Eduardo Magalhães
-Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana
-Faculdade Zacarias de Góes
-Faculdade de Ciências Educacionais
-Faculdade Regional de Filosofia, Ciências e Letras de Candeias
-Faculdade São Salvador
-Faculdade de Educação Superior do Piemonte da Chapada
-Centro de Ensino Superior de Ilhéus
-Faculdade de Ciência e Tecnologia Albert Einstein
-Faculdade do Sul
-Faculdade Delta
-Faculdade Santo Antônio
-Faculdade São Francisco De Juazeiro
-Faculdade Dom Pedro II
-Faculdades Integradas Ipitanga
-Faculdade São Tomaz de Aquino
-Faculdade Regional de Alagoinhas

    É importante que estas instituições promovam melhoras, pois muitos alunos que não conseguem passar nas universidades públicas procuram um curso nas particulares. Então, precisam que esse ensino também tenha qualidade, pois esses estudantes merecem e o futuro do nosso país agradece!

Estudante de colégio público opina !!!

    Dando continuidade ao estudo realizado sobre ensino público de algumas escolas de Feira de Santana – BA, entrevistei um aluno do Colégio Estadual Teotônio Vilela para saber o que  ele acha da escola que estuda. A seguir leia a opinião do estudante Wendel do Vale Santos:

“As escolas públicas aparentam ser todas iguais, mas cada uma apresenta sua particularidade, como por exemplo, a que eu estudo aqui em Feira de Santana -BA. O Teotônio tem o intuido de formar cidadãos comprometidos com a sociedade, porém apresenta alguns problemas, como a ausência de alguns professores,  fazendo com que tenhamos um ensino defasado, consequentemente dispertando falta de comprometimento por parte dos alunos, causando assim a desistência dos mesmos. A estrutura “pobre” também faz com que tenhamos um aprendizado fraco, e não adquirimos o conhecimento suficiente para concorrer com outros candidatos em processos seletivos, como vestibular, concurso etc.”

    É notório que muitos alunos querem ter um ensino com mais qualidade. As escolas precisam oferecer esse ensino para aproveitar os alunos comprometidos.

Salvador comemora mais uma escola reformada

     Os alunos da Escola Municipal Terezinha Vaz Silveira e a comunidade do Santo Antônio Além do Carmo tiveram uma manhã de alegria e comemoração. O casarão do século XIX, que abriga a unidade de ensino, foi totalmente reformado e reinaugurado pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal da Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Secult), nesta sexta-feira (4).

      Entre as intervenções realizadas na escola estão à pintura geral, instalação de parque infantil, reforma da cozinha e do depósito de alimentação escolar, recuperação e substituição de portas e janelas, revisão geral do telhado, adequação do laboratório de informática, instalação de grades nas portas, reforma elétrica e hidráulica, entre outros. (Texto extraído do site: http://www.educacao2.salvador.ba.gov.br/planoderecuperacao/?m=201111)

Brincadeira de mau gosto !!

    Um menino de 11 anos foi espancado por 14 colegas em uma escola de Juazeiro, na Bahia. A brincadeira de mau gosto era feita com uma latinha amassada. Quando a latinha passou por baixo da perna do garoto, ele passou a ser espancado pelos demais.

  – Tinha dois da minha idade e os outros eram maiores. Tinha uma menina só – conta o menino.

    Segundo o menino, a brincadeira era comum na escola, mas ele nunca participou.

  – Eu nem estava brincando – disse o menino.

     A vítima do bullying teve o pé deslocado e o peito machucado pelas agressões. Agora, ele quer estudar em outra escola e não retornar mais ao colégio onde foi agredido.

    A mãe do menino, Vera Lúcia Atanázio, disse que vai entrar na Justiça contra o estado.

  – Eu fiquei desesperada, como qualquer pai ficaria. Você leva seu filho para estudar na escola e ele volta machucado porque apanhou – disse a mãe.

    Ela já prestou queixa numa delegacia da cidade.

    A direção da escola não quis se pronunciar. (Texto extraído do site: http://oglobo.globo.com/pais/menino-de-11-anos-espancado-por-outros-14-alunos-em-escola-da-bahia-2704778)